Resenha: Belas Maldições – Terry Pratchett & Neil Gaiman

Belas Maldições 
Título Original: Good Omens
Autores: Terry Pratchett & Neil Gaiman
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Ano: 2017
Gênero: Ficção, Fantasia
Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
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📚 Livro recebido em parceria com o Grupo Editoral Record.

Não conhecia a escrita de Terry Pratchett, que assina com Neil Gaiman a autoria desta obra. Isso me levou a ter uma certa resistência nas primeiras páginas, que trouxeram mais piadas e notas de rodapé engraçadinhas do que eu esperava. Bobeira minha. O humor de “Belas Maldições” é de primeira linha e flerta com o estilo de grandes como Douglas Adams (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”), Kurt Vonnegut (“Café da Manhã dos Campeões”) e do grupo inglês Monty Python. A interação entre o anjo Aziraphale e o demônio Crowley — inimigos há tanto tempo que não conseguem mais viver sem o outro — é impagável e poderia, inclusive, render bons episódios de Supernatural.

Em resumo, o livro conta o que aconteceu nos últimos dias da humanidade antes do Juízo Final. O plano parecia simples: o Anticristo nasceria em um convento de freiras satanistas do interior da Inglaterra, cresceria como filho de um diplomata americano e, no momento certo, comandaria as hordas de capetas contra as tropas divinas. Só que uma troca de bebês quase pôs tudo a perder, e é claro que alguém lá embaixo não gostou nada da situação.

Apesar disso, toda a bagunça já estava escrita e profetizada pela bruxa Agnes Nutter em seu livro “As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa” — que, apesar de seu invejável índice de acertos, nunca fora um sucesso de vendas (motivo pelo qual só havia uma cópia em circulação em todo o mundo). Anathema Device, sua descendente direta, era a única a deter esse conhecimento. Aos poucos, ela percebeu que todas as previsões estavam se cumprindo e que o Apocalipse era só uma questão de tempo…

E o filho do Capiroto, onde estava? Levando uma vida absolutamente insuspeita e passando o tempo com sua gangue de amigos chamada simplesmente de “Eles”. Dificilmente alguém poderia pensar que aquele moleque de 11 anos poderia trazer a Atlântida de volta só porque leu em uma revista — e que, sorrateiramente, em algum lugar ignorado, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estavam sendo convocados para uma batalha final carregada de bombas nucleares.

Belas Maldições foi uma leitura muito prazerosa e, certamente, uma das melhores deste ano. Ainda que eu prefira os trabalhos solo de Neil Gaiman, a parceria com Terry Pratchett rendeu algumas boas risadas! Preferi pular as notas de rodapé para não perder o ritmo, mas estou certo de que deixei passar pérolas formadas à base de puro humor britânico. Recomendo com entusiasmo e estou à espera da descoberta das profecias de uma Agnes Nutter do mundo real…

 barra-assinatura

ronan
Ronan Sato
Especialista em assuntos aleatórios. Apesar de descendente de japoneses, não sabe afirmar com certeza se prefere comida indiana ou sushi.

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22 comentários sobre “Resenha: Belas Maldições – Terry Pratchett & Neil Gaiman

  1. Adoro livros com tema de anjos e demônios, apesar de não ter gostado muito do primeiro da saga “Os Filhos Do Éden” e ter abandonado, por conta da linguagem meio complicada. Fiquei com vontade de ler, parece muito bom.

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    • Obrigado pelas palavras, Vivianne. Também nunca tinha lido nada do Terry e confesso que senti falta de um pouco mais de Neil Gaiman no texto, mas ainda assim fiquei muito satisfeito. Certamente vale a pena. Abraços 🙂

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  2. Uau! Que livro incrível, adoro a série Supernatural e com certeza leria um livro baseado em temas sobre anjos, demônios e apocalipse.!Achei a história bem divertida e envolvente. Sua resenha está ótima, confesso que eu não conhecia a escrita no Terry e do Neil, mas fiquei muito curiosa em relação a trama. Dica anotada, bjss!

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  3. Olá, tudo bem? Estou com altas expectativas com Belas Madições. Adoro Neil Gaiman, mas assim como você de início fiquei com pé com a parceria. Mas pelas resenhas que estou vendo, posso esperar coisa boa vindo. Adorei e já sei que darei altas gargalhadas também.
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  4. Eu tenho muita curiosidade em ler obras do Neil Gaiman, mesmo imaginando que não é o que geralmente costumo ler. No entanto, vejo tantos comentários positivos de amigos e amigas e acho que posso estar preparada para a experiência de embarcar em uma trama criada por ele. Vou guardar a dica, a sua resenha soube explorar sem revelar muito sobre o livro – o que é muito bom e despertou a minha curiosidade.

    Curtido por 1 pessoa

    • Fico feliz com isso! No entanto, esse não é o melhor livro para começar a se aventurar pelo universo do Neil Gaiman, visto que é uma obra escrita a quatro mãos. Eu sugiro começar por “Lugar Nenhum” ou ir direto para Sandman.

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